Desvendando o enriquecimento ambiental e sua importância na vida dos pets

July 13, 2020

 

O termo enriquecimento ambiental surgiu em 1920, quando foi identificada a importância do ambiente físico e social dos animais mantidos em cativeiro, assim como os impactos sobre seu bem estar. No entanto, esta prática começou a ser difundida e aplicada em zoológicos a partir da década de 70, avançando em seguida para a área dos animais de produção e dos animais de companhia. Mas o que é ele afinal?
O enriquecimento consiste em identificar práticas que proporcionem estímulos ambientais aos animais, proporcionando não só o bem estar físico como o psicológico, além de melhorar a qualidade de vida, uma vez que os bichinhos podem expressar seu comportamento natural mesmo em ambientes artificiais, como é o caso dos silvestres. Nesse sentido, existem cinco tipos de enriquecimento, são eles: o alimentar, em que a procura e a caça são estimuladas, a fim de evitar uma alimentação previsível e simplificada; o sensorial, em que são projetadas situações que façam o animal trabalhar os cinco sentidos; o físico, que consiste em simular um habitat mais natural e ideal para cada espécie, com itens que estimulem atividades físicas; o cognitivo, voltado para o incentivo à capacidade intelectual dos bichinhos e, ainda, o
enriquecimento social, em que os animais interagem com outros da mesma espécie ou de espécies diferentes.
Pensando nos animais de companhia, nossos queridos pets,vale ressaltar que a população das cidades cresce cada vez mais, com um ritmo acelerado para abrigar tantas pessoas, o que nos leva a investir na verticalização, ou seja, construção de mais prédios e apartamentos apertados demais para que um cão ou um gato possa realizar atividades físicas essenciais a sua qualidade de vida. Então, entra em cena a importância do enriquecimento ambiental na vida desses bichinhos, que, assim como os de cativeiro, necessitam de estímulos físicos e psicológicos para se manterem ativos e satisfeitos. Ao realizar o enriquecimento, o dono permite que seu pet gaste a energia que tem de sobra, evitando assim problemas psicofísicos, que incluem a perda de apetite e até a depressão. Ainda, é possível manter o animal entretido com desafios e brincadeiras que tornem a ausência do tutor menos desconfortável, enquanto este trabalha ou estuda, reduzindo a possibilidade deste animal desenvolver questões comportamentais preocupantes como estresse, hiperatividade e ansiedade, que resultam em latidos, uivos, destruição de móveis e comportamentos repetitivos como correr atrás da própria cauda ou em círculos.
Em suma, o EA consiste em criar ambientes mais dinâmicos e interativos para os pets a fim de evitar sua monotonia e solidão, introduzindo elementos simples, mas criativos, as
“novidades” que fazem o animal se sentir mais próximo da natureza ainda que esteja dentro de casa.
Entende-se portanto que é necessário estimular o animal a fazer exercícios, ainda que
simples, porque através destas atividades é possível agradar e divertir os pets, deixando-os bem e contribuindo diretamente para sua longevidade.

 

fonte imagem: CANVA

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